Sempre que a morte leva alguém que nos é querido ou que é querido de algum querido nosso, pensamos na vida. Na nossa, na dos outros que amamos...
Hoje foi um desses dias. Viemos agora do velório da avó de 2 amigos de infância (e vizinhos) do Ricky e do Carlos. Eu nem sequer conhecia a senhora, mas lembrei-me da minha avó que morreu em Dezembro passado. Lembrei-me dos 3 funerais de pessoas muito próximas (da família do lado do Ricky) que num período de 15 meses tivemos de passar. Estava na capela a olhar para o infinito (não conhecia praticamente ninguém da família, por isso pouco ou nada conversei) e pensei como é rápida a nossa vida (como diz a Bíblia).
Tudo passa tão depressa e nós tantas vezes nos esquecemos nesta rapidez... esforçamo-nos, corremos tanto de um lado para o outro para alcançarmos sei lá o quê. Queremos ajudar toda a gente (e isso ainda é o melhor que cá estamos a fazer), queremos chegar a todo o lado, inconscientemente pensamos que é o activismo que nos vai fazer sentir mais vivos e afinal, ao fim de uns anos, estamos cansados e cada dia mais perto da morte, da eternidade.
Lembrei-me do funeral da minha avó, que foi um dos mais "divertidos" em que estive. A sério...assim que cheguei um dos meus tios começou logo com piadas (a sua boa disposição é invejável). Dos 7 filhos, 4 são crentes e apenas três não. Afinal já estamos em maioria (somos 14 netos e metade converteu-se) e todos tínhamos a certeza de que ela, a Gertrudes Luísa, tinha ido para melhor. Estava com Deus.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
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Marta
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terça-feira, fevereiro 12, 2008
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domingo, fevereiro 10, 2008
Ontem o dia foi muito preenchido. Logo às 10h da manhã estávamos na estação de serviço logo a seguir à ponte 25 de Abril. Um dia de sol radiante em que ficar em casa só mesmo por obrigação. Éramos apenas 3 mulheres no passeio de ontem. No total eram 9 motas e 14 pessoas.
Passando por Azeitão, parando para comer umas tortas. Seguindo em direcção a Setúbal, subindo à Arrábida. Passámos na Figueirinha, praia que fez parte da minha infância. Recordou-me as férias em que o meu pai nos levava, aos três para Palmela e ali passávamos as férias enquanto a minha estava a trabalhar (daí o meu "trauma" dos pais não terem férias na mesma altura). Eram dias que começavam cedo, na praia ainda deserta. A água era sempre fria mas a alegria de estarmos ali aquecia-nos. Os verões da nossa infância acho que nos marcam sempre. Eram tempos tão felizes (não que os de agora não sejam, mas é sempre diferente, vocês percebem o que quero dizer).
Bem, estou a perder-me nesta nostalgia. Seguimos por Sesimbra e fomos até ao Cabo Espichel. Só lá fui 2 ou 3 vezes mas acho sempre piada àquelas arcadas todas. Não sei a história daquilo (sou mesmo ignorante), mas tenho uma vaga ideia de ter lido um dos livros dUma Aventura que se passava lá.
Parámos para almoçar na Tisaura. Umas deliciosas lulas recheadas que me souberam mesmo bem. Um bom tempo de convívio, embora tenha sentido a falta de algumas pessoas. Entretanto descobrimos que um dos casais do CMA, casaram apenas 8 dias depois de nós, o que significa que estão quase quase a fazer 3 anos de casamento.
Seguimos para Lisboa, para a Doca de Alcântara de onde saiu o navio Leão Holandês (no qual foi iniciado o trabalho da Riverside International Church há 10 anos atrás). Alguns embarcaram num passeio pelo Tejo e nós ficámos a conversar sob o sol quente de Inverno que sabia tão bem.
Às 17h tive ensaio para o Congresso Mundial das Assembleias de Deus (23 a 25 Maio no Pavilhão Atlântico) e às 21h fomos até ao ArtLisboa. Os Omaira tocaram (e encantaram). O Héber Marques anunciou o lançamento do seu novo CD, ao vivo, dia 20 de Abril na Igreja Adonai, em Massamá.
E pronto, lá se foi o Sábado.
Hoje, Escola Dominical para dar às "minhas" crianças. Cabo da Roca para alguns.
Almoço em casa dos (meus) papás. O filme Red Line no princípio de tarde e uma visita à nossa afilhada. Doentinha, recebeu o médico em casa, mas muito pouco animada. Dizia "mamã, eu não choro". Mas quando o Dr. (muito pouco simpático) se aproximava lá começava a cair a lagriminha. Eu acho que ela é racista (lol). O Dr. era preto retinto e tão pouco simpático que a Matilde deve ter ganho um trauma. Bem, muita tosse e expectoração mas disse que não era nada de grave.
Dormi uma bela sesta até às 19h e acabou-se o fim-de-semana.
Desculpem a seca que levaram hoje mas é para compensar a semana pouco interessante e sem nada para contar. Vinguei-me no fim-de-semana.
Passando por Azeitão, parando para comer umas tortas. Seguindo em direcção a Setúbal, subindo à Arrábida. Passámos na Figueirinha, praia que fez parte da minha infância. Recordou-me as férias em que o meu pai nos levava, aos três para Palmela e ali passávamos as férias enquanto a minha estava a trabalhar (daí o meu "trauma" dos pais não terem férias na mesma altura). Eram dias que começavam cedo, na praia ainda deserta. A água era sempre fria mas a alegria de estarmos ali aquecia-nos. Os verões da nossa infância acho que nos marcam sempre. Eram tempos tão felizes (não que os de agora não sejam, mas é sempre diferente, vocês percebem o que quero dizer).
Bem, estou a perder-me nesta nostalgia. Seguimos por Sesimbra e fomos até ao Cabo Espichel. Só lá fui 2 ou 3 vezes mas acho sempre piada àquelas arcadas todas. Não sei a história daquilo (sou mesmo ignorante), mas tenho uma vaga ideia de ter lido um dos livros dUma Aventura que se passava lá.
Parámos para almoçar na Tisaura. Umas deliciosas lulas recheadas que me souberam mesmo bem. Um bom tempo de convívio, embora tenha sentido a falta de algumas pessoas. Entretanto descobrimos que um dos casais do CMA, casaram apenas 8 dias depois de nós, o que significa que estão quase quase a fazer 3 anos de casamento.
Seguimos para Lisboa, para a Doca de Alcântara de onde saiu o navio Leão Holandês (no qual foi iniciado o trabalho da Riverside International Church há 10 anos atrás). Alguns embarcaram num passeio pelo Tejo e nós ficámos a conversar sob o sol quente de Inverno que sabia tão bem.
Às 17h tive ensaio para o Congresso Mundial das Assembleias de Deus (23 a 25 Maio no Pavilhão Atlântico) e às 21h fomos até ao ArtLisboa. Os Omaira tocaram (e encantaram). O Héber Marques anunciou o lançamento do seu novo CD, ao vivo, dia 20 de Abril na Igreja Adonai, em Massamá.
E pronto, lá se foi o Sábado.
Hoje, Escola Dominical para dar às "minhas" crianças. Cabo da Roca para alguns.
Almoço em casa dos (meus) papás. O filme Red Line no princípio de tarde e uma visita à nossa afilhada. Doentinha, recebeu o médico em casa, mas muito pouco animada. Dizia "mamã, eu não choro". Mas quando o Dr. (muito pouco simpático) se aproximava lá começava a cair a lagriminha. Eu acho que ela é racista (lol). O Dr. era preto retinto e tão pouco simpático que a Matilde deve ter ganho um trauma. Bem, muita tosse e expectoração mas disse que não era nada de grave.
Dormi uma bela sesta até às 19h e acabou-se o fim-de-semana.
Desculpem a seca que levaram hoje mas é para compensar a semana pouco interessante e sem nada para contar. Vinguei-me no fim-de-semana.
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domingo, fevereiro 10, 2008
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Vêem? Eu não disse? Mais uma semana passou e nem sequer por aqui passei.
Bem, a semana foi normal...com um dia de descanso pelo meio dedicado à preguicite aguda (conhecem?).
Na 6ª feira à tarde fui a Lisboa tratar dos papéis da bolsa. Andei imenso a pé em Lisboa (algo que já não fazia à imenso tempo). Aproveitei para passar nalguns sítios onde não posso ir normalment por só sair de Carcavelos às 17h e a essa hora os serviços já não estarem abertos. Fui à UNICEF, à Segurança Social (buscar publicações e relatórios novos), e até à Livraria Baptista.
Gostei de sentir aquele cheiro que nunca vou conseguir descrever quando passamos nas antigas drogarias, sempre em velhos prédios. Gostei de ver o número cada vez maior de motas a circularem nesta grande cidade sempre cheia de trânsito. Gostei de observar as pessoas (embora não goste do olhar triste de tantas). Gostei de ver alguns prédios antigos a serem reconstruídos.
Não gostei de ver que os condutores continuam iguais ou piores (sobretudo aquela que me ia atropelando). Não tinha saudades dos carros estacionados em cima de passeios, obrigando-nos a circular na berma da estrada. Não gostei de ver as imensas crateras nas ruas de Lisboa.
Mas enfim, Lisboa continua igual a si própria. Bonita, movimentada (um pouco poluída de mais), mas sempre a nossa cidade.
Bem, a semana foi normal...com um dia de descanso pelo meio dedicado à preguicite aguda (conhecem?).
Na 6ª feira à tarde fui a Lisboa tratar dos papéis da bolsa. Andei imenso a pé em Lisboa (algo que já não fazia à imenso tempo). Aproveitei para passar nalguns sítios onde não posso ir normalment por só sair de Carcavelos às 17h e a essa hora os serviços já não estarem abertos. Fui à UNICEF, à Segurança Social (buscar publicações e relatórios novos), e até à Livraria Baptista.
Gostei de sentir aquele cheiro que nunca vou conseguir descrever quando passamos nas antigas drogarias, sempre em velhos prédios. Gostei de ver o número cada vez maior de motas a circularem nesta grande cidade sempre cheia de trânsito. Gostei de observar as pessoas (embora não goste do olhar triste de tantas). Gostei de ver alguns prédios antigos a serem reconstruídos.
Não gostei de ver que os condutores continuam iguais ou piores (sobretudo aquela que me ia atropelando). Não tinha saudades dos carros estacionados em cima de passeios, obrigando-nos a circular na berma da estrada. Não gostei de ver as imensas crateras nas ruas de Lisboa.
Mas enfim, Lisboa continua igual a si própria. Bonita, movimentada (um pouco poluída de mais), mas sempre a nossa cidade.
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domingo, fevereiro 10, 2008
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sábado, fevereiro 02, 2008
Os sentimentos de uma despedida próxima, começam a borbulhar...
Nunca pensei que passar o nosso trabalho a outra pessoa desse tanto trabalho. Quando fui para a ABLA não fui substituir ninguém, mas porque a instituição cresceu e o trabalho começou a ser muito, era necessária mais uma pessoa. Foi tudo do zero. Agora começo a aperceber-me da quantidade de coisas com que fui ficando.
Ontem entraram 3 colegas novas (numa IPSS isto é muito). Uma assistente social (ISCSPiana por sinal), uma socióloga (do ISCTE, a minha "casa académica" actual) e uma auxiliar de acção directa (para o trabalho com idosos). Numa família com mais de 50 pessoas, é incrível como todos as receberam tão bem, sempre de braços abertos.
Só para deixar ir os braços não estão tão abertos...custa-nos sempre deixar ir os que gostamos.
Nunca pensei que passar o nosso trabalho a outra pessoa desse tanto trabalho. Quando fui para a ABLA não fui substituir ninguém, mas porque a instituição cresceu e o trabalho começou a ser muito, era necessária mais uma pessoa. Foi tudo do zero. Agora começo a aperceber-me da quantidade de coisas com que fui ficando.
Ontem entraram 3 colegas novas (numa IPSS isto é muito). Uma assistente social (ISCSPiana por sinal), uma socióloga (do ISCTE, a minha "casa académica" actual) e uma auxiliar de acção directa (para o trabalho com idosos). Numa família com mais de 50 pessoas, é incrível como todos as receberam tão bem, sempre de braços abertos.
Só para deixar ir os braços não estão tão abertos...custa-nos sempre deixar ir os que gostamos.
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quinta-feira, janeiro 31, 2008
nostalgia
Amanhã tenho uma colega nova, que por sinal é minha substituta. Isto é muito estranho. Pelo que me disseram dela, é uma pessoa calma. Espero não "chocar" com o feitio dela, porque trabalhar com pessoas muito diferentes de nós por vezes traz frição. Espero que corra tudo pelo melhor, que ela se adapte bem e que quando eu saír, daqui a um mês vá descansada, sabendo que lhe passei o trabalho como deve ser e que as coisas ficam bem entregues.
Hoje disse ao Sr. do LIDL que me ia embora. De 2 em 2 semanas falamos, porque eles têm sempre um camião para nós. Ele ficou com pena e disse que esperava que quem ficasse no meu lugar fosse tão simpática como eu (ia-me babando), mesmo que não fosse motard. Ele é motard, e às vezes "perdemos" um bocado de tempo a falar de motas quando ele telefona por causa de uma donativo.
É assim a vida... uns vão, outros vêm, mas a obra do nosso Pai continuará, porque é dEle e não nossa.
Hoje disse ao Sr. do LIDL que me ia embora. De 2 em 2 semanas falamos, porque eles têm sempre um camião para nós. Ele ficou com pena e disse que esperava que quem ficasse no meu lugar fosse tão simpática como eu (ia-me babando), mesmo que não fosse motard. Ele é motard, e às vezes "perdemos" um bocado de tempo a falar de motas quando ele telefona por causa de uma donativo.
É assim a vida... uns vão, outros vêm, mas a obra do nosso Pai continuará, porque é dEle e não nossa.
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domingo, janeiro 27, 2008
cheiro a Verão
hoje de manhã lá no Juncal cheirava a Verão. Um cheiro que nunca vou conseguir descrever por palavras, mas que me trouxe a nostalgia das férias de Verão. Tão tão bom que me apeteceu ficar ali sentada ao sol o resto do dia. Como isso não é possível, fizemo-nos à estrada a caminho de Lisboa na nossa mota. Matei saudades de andar de mota, este fim-de-semana fizemos 260 Km. Correu tudo bem, graças a Deus!
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domingo, janeiro 27, 2008
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Festa dos 50 anos do meu pai
A festa foi extraordinária! Para 50 anos memoráveis, uma festa memorável!
O homem que nunca fica doente, de 6ª para Sábado teve febre e assim ontem já não conseguimos tirá-lo de casa (para prepararmos tudo). Lá tivemos de contar uma parte da surpresa.
As pessoas foram chegando e ele ia ficando surpreendido. Pessoas que ele não via há algum tempo, os irmãos (quase) todos, amigos... enfim, as pessoas importantes na sua vida.
Estava tudo muito animado, o Karaoke foi muito concorrido e todos queriam cantar. O Ricky e o meu primo Cláudio foram os animadores da noite.
As fotos estão no meu flickr para quem quiser ver.
O homem que nunca fica doente, de 6ª para Sábado teve febre e assim ontem já não conseguimos tirá-lo de casa (para prepararmos tudo). Lá tivemos de contar uma parte da surpresa.
As pessoas foram chegando e ele ia ficando surpreendido. Pessoas que ele não via há algum tempo, os irmãos (quase) todos, amigos... enfim, as pessoas importantes na sua vida.
Estava tudo muito animado, o Karaoke foi muito concorrido e todos queriam cantar. O Ricky e o meu primo Cláudio foram os animadores da noite.
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