segunda-feira, março 03, 2008

A reportagem que acabou de dar agora na TVI deu-me ainda mais força para fazer o que planeio fazer nos próximos dois anos. Como é possível um adulto abusa de uma criança, demorar imenso tempo a ser preso, e quando sai da prisão ser reinserido profissionalmente numa parque infantil? Incrível. O Estado não protege as crianças como deve ser, as instituições esforçam-se por fazê-lo mas também escorregam (como o tão grande escândalo que até há bem pouco tempo ouvimos).

Revolta-me tanto, entristece-me tanto....
Quero trabalhar para mudar isto. Sei que sozinha não consigo fazer nada, mas Deus sabe o desejo do meu coração e quero que Ele me use.

1º dia de uma nova etapa

Foi estranho mas bom. Logo pela manhã fui ao Complexo Desportivo do Monte Abraão, começar a Natação. Soube-me tão bem...adoro nadar e já não o fazia com regularidade desde 2003 (ano em que comecei a trabalhar).

Fui à FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) entregar o contrato da bolsa (em vigor desde Sábado passado). O meu pai acompanhou-me (sempre disse que um dia havia de ser meu motorista...lol). Fomos almoçar a um dos quartéis onde o meu pai trabalhou (o IH - Instituto Hidrográfico). Foi bom recordar aqueles tempos em que ia lá passar o dia, via aquela azáfama toda da Direcção de Transportes que o meu pai na altura chefiava. Lembrei-me das brincadeiras que sempre faziam aos comandantes (como pôr pedras nas malas enquanto iam buscar as chaves do carro que iam levar). Lembrei-me do dia em que o meu irmão André começou a andar sozinho de bicicleta (sem rodinhas). Lembrei-me do colega do meu pai que nos dava sempre gelados (os rajás, como ele chamava) naqueles dias quentes de Julho em que já estávamos de férias.

Impressionante a quantidade de pessoas que falaram ao meu pai. Um recordava especialmente agradecido, por aquela vez em que o meu pai o "desenrascou". Uma pessoa simples, que embora trabalhe numa unidade militar, é civil e se lembrava daquele dia em que precisava de um carro para ir ajudar a mulher que tinha ido parar ao hospital...uma história que não percebi bem, mas que o marcou profundamente. "Este é um homem bom", dizia ele do meu pai. Realmente, sempre o conheci assim, disposto a ajudar todos quanto pudesse.
Ainda hoje é assim. Já na reserva e parece que ainda está mais ocupado do que quando estava no activo. Um dia vai conduzir o autocarro da junta de freguesia para levar os idosos da Sta Casa a passear, ou as crianças até à praia. Outro dia passa por outro quartel qualquer onde esteve para ir buscar roupa dada para levar à ABLA.

Enfim, orgulho-me muito do meu pai, e deixo-lhe aqui esta homenagem (embora ele não leia isto, porque não anda nestas coisas da net...navegar só nos navios da Marinha, e já lá vão uns aninhos).

Ah, também fomos ao Hospital Militar (levar uns calendários e umas canetas que uma senhora lhe tinha pedido ha um tempo...Sara, vês de onde vem esta minha veia??!). O Hospital onde nasci. Gostava de ter tirado uma foto, mas a máquina estava em casa.

sábado, março 01, 2008

Uma outra colega fez-me um postal com cópias de um livro de Max Lucado e leu-me este trecho, adaptando a palavra igreja a ABLA ou instituição:
"Toda a igreja precisa de uma Marta. Vamos mudar. Toda igreja precisa de uma centena de Martas. Mangas arregaçadas, prontas regem os passos da igreja. Por causa das Martas, as finanças da igreja se mantêm equilibradas, os bebés da igreja vão sendo construídos. Tu não aprecias a Marta até que falte uma, aí todas as Marias e os Lázaros ficam vasculhando por aí, procurando chaves, interruptores, retroprojector. Na igreja as Martas são os coelhinhos das pilhas Energizer. Elas vão indo, indo, indo. Elas guardam força como os camelos guardam água. Uma vez que não procuram a fama, não vivem do aplauso. Issão não quer dizer que não precisam disso. SIgnifica, simplesmente, que não são viciadas em aplausos. As Martas têm uma missão. Aiás, se Marta tem uma fraqueza, é a tendência de elevar a missão acima do Mestre." (Max Lucado)

E tantas vezes me sinto assim...
Último dia de trabalho, um misto de emoções, tristeza e nostalgia, alegria e expectativa. Uma festa de despedida inesperada, uma prenda que era mesmo o que eu queria. O carinho, os conselhos e as palavras queridas dos colegas...mais que isso, AMIGOS! Um postal com mensagens de TODOS (50) os colegas, todas me marcaram muito, mas estas:

"Martocas,
Obrigada pela maneira linda como te entregaste em cada dia, a cada um de nós, aos outros, a esta casa e a Deus. Continua assim com todos aqueles que em cada dia, no futuro, se cruzem contigo!!! Sê uma benção! (porque tu és uma bênção...)!" (S)

"Foi uma honra para mim ter alguém como tu a trabalhar comigo, num ministério tão esquecido como o que tu demonstraste nestes anos na ABLA: o da disponibilidade." (V)

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Um fim-de-semana de descanso, um fim-de-semana com amigos, com motards, um fim-de-semana sem andar de mota, mas bom. Um fim-de-semana com ensaio para o congresso mundial. Um fim-de-semana chuvoso, mas feliz. Enfim, foi mais um que já acabou.

Contagem final: última semana de trabalho na ABLA :(

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Não pergunto por culpados. Não procuro causas. Mas tento entender porquê. Porquê aqui? Porquê connosco? Pedimos, ouvimos pregar sobre bênção e prosperidade e parece que aqui nada disso acontece.
Esforçamo-nos, trabalhamos e lutamos...depois vimos os erros dos homens (olhando primeiro para os líderes, claro) e desanimamos. ouvimos e vemos coisas que não esperávamos e que nos desiludem, que nos dão vontade de baixar os braços, de desistir, de deixar tudo e ir embora. "Deus, faz-me parte da mudança que quero ver neste lugar, se possível, ou faz-me ser parte de outra coisa, noutro lado, conforme a Tua vontade".
Tenho pena que seja assim mas sei que não há igrejas perfeitas.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Impressionante! É como descrevo o que vi ontem no jornal da noite (SIC) e que se passou mesmo ao pé da nossa casa. A estrada em que circulamos todos os dias (EN 117) tornou-se parte integrante da ribeira de Belas (rio Jamor de nome oficial). Nesse dia de manhã não nos deixaram passar (e ainda bem) porque a essa hora já o carro com as 2 senhoras estava no rio.

O seu carro tem braçadeiras? Se não, então pode passar! (autoria: Ricky)

Continuamos a passar por lá, mas agora os nossos olhos viram-se sempre para o muro que ruiu...foi posta uma fita dos bombeiros para evitar que alguém passe mas que é completamente inútil como podem imaginar. As buscas continuam. 5 crianças ficaram orfãs e provavelmente 2 homens ficaram viúvos, tudo porque as pessoas não quiseram ouvir os conselhos.