Enquanto estávamos à espera que chamassem o Ricky para a consulta, eu ia apreciando uma senhora que estava num gabinete de análises, na Clínica de sto. António. Esteve mais de meia hora a tentar desencravar o agrafador. O Ricky só dizia "quem não tem mais nada para fazer, entretém-se com o agrafador". Pois é, ela batia com ele na mesa, espetava a tesoura para tentar tirar o agrafe (suponho que fosse um agrafe). Por fim falava sozinha, ou melhor com o agrafador.
Pensei, se fosse na ABLA não perderia de certeza o tempo que não tinha a tentar arranjar, dava-o ao meu colega que apaga os "fogos" deste tipo e ele conseguia arranjá-lo num instante. Mas nem todos têm o privilégio de ter colegas assim (ou de trabalhar na ABLA).
quarta-feira, março 05, 2008
3 anos
de casamento. Passa tão depressa.
Foi um dia calmo, fomos dar sangue (ATENÇÃO a todos os doadores - ou potenciais - vão dar sangue porque o Instituto Português de Sangue está a precisar muito). A minha Hemoglobina estava baixa e não pude dar (aconteceu pela 1ª vez). Ainda por cima estavam todos a falar do meu sangue, por ter qualquer coisa rara. Até disseram "Alguém vai ter sorte". Pois é, não pude dar. Deu o meu marido por mim.
Ele teve também consulta de otorrino, lá vai ter de ir à faca. A cana do nariz dele parece a A8, torta, torta.
Alguns familiares e amigos mandaram msgs e telefonaram.
Obrigada a todos pela vossa amizade (e isto inclui mesmo todos os que nos têm acompanhado ao longo da vida - uns há mais tempos que outros).
Agradeço a Deus por cada pessoa que tem colocado no nosso caminho.
Foi um dia calmo, fomos dar sangue (ATENÇÃO a todos os doadores - ou potenciais - vão dar sangue porque o Instituto Português de Sangue está a precisar muito). A minha Hemoglobina estava baixa e não pude dar (aconteceu pela 1ª vez). Ainda por cima estavam todos a falar do meu sangue, por ter qualquer coisa rara. Até disseram "Alguém vai ter sorte". Pois é, não pude dar. Deu o meu marido por mim.
Ele teve também consulta de otorrino, lá vai ter de ir à faca. A cana do nariz dele parece a A8, torta, torta.
Alguns familiares e amigos mandaram msgs e telefonaram.
Obrigada a todos pela vossa amizade (e isto inclui mesmo todos os que nos têm acompanhado ao longo da vida - uns há mais tempos que outros).
Agradeço a Deus por cada pessoa que tem colocado no nosso caminho.
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Marta
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quarta-feira, março 05, 2008
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terça-feira, março 04, 2008
A Matilde está simplesmente fascinante. Fala tanto, já se explica tão bem. Que linda. O Carlos ia dar-lhe banho e ela disse "Não és tu. É a Marta". Tivemos as duas numa amena cavaqueira enquanto lhe dava banho. Há coisas que não consigo traduzir para português correcto, mas é tão engraçada. Já no Sábado insistiu no mesmo. Parece que está a ganhar mais afeição a mim... há uns tempos só queria o Ricky.
Bem, estava à espera do Ricky na estação de Queluz e assisti uma cena lamentável. Um pai ia com os dois filhos pequenos, e eles esconderam-se por trás de umas coisas à espera do pai. O homem não está de modas, quando chega lá dá um chapadão no miúdo que ele até caiu para o chão. Não sou daquelas que dizem que bater nas crianças, traumatiza-as, mas tb não é para espancá-las. A criança só queria pregar um susto ao pai, mais nada. Provavelmente depois de um dia de trabalho cansativo, o sr. não devia estar com muita paciência para jogar às escondidas, mas enfim.
Bem, estava à espera do Ricky na estação de Queluz e assisti uma cena lamentável. Um pai ia com os dois filhos pequenos, e eles esconderam-se por trás de umas coisas à espera do pai. O homem não está de modas, quando chega lá dá um chapadão no miúdo que ele até caiu para o chão. Não sou daquelas que dizem que bater nas crianças, traumatiza-as, mas tb não é para espancá-las. A criança só queria pregar um susto ao pai, mais nada. Provavelmente depois de um dia de trabalho cansativo, o sr. não devia estar com muita paciência para jogar às escondidas, mas enfim.
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Marta
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terça-feira, março 04, 2008
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segunda-feira, março 03, 2008
A reportagem que acabou de dar agora na TVI deu-me ainda mais força para fazer o que planeio fazer nos próximos dois anos. Como é possível um adulto abusa de uma criança, demorar imenso tempo a ser preso, e quando sai da prisão ser reinserido profissionalmente numa parque infantil? Incrível. O Estado não protege as crianças como deve ser, as instituições esforçam-se por fazê-lo mas também escorregam (como o tão grande escândalo que até há bem pouco tempo ouvimos).
Revolta-me tanto, entristece-me tanto....
Quero trabalhar para mudar isto. Sei que sozinha não consigo fazer nada, mas Deus sabe o desejo do meu coração e quero que Ele me use.
Revolta-me tanto, entristece-me tanto....
Quero trabalhar para mudar isto. Sei que sozinha não consigo fazer nada, mas Deus sabe o desejo do meu coração e quero que Ele me use.
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Marta
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segunda-feira, março 03, 2008
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1º dia de uma nova etapa
Foi estranho mas bom. Logo pela manhã fui ao Complexo Desportivo do Monte Abraão, começar a Natação. Soube-me tão bem...adoro nadar e já não o fazia com regularidade desde 2003 (ano em que comecei a trabalhar).
Fui à FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) entregar o contrato da bolsa (em vigor desde Sábado passado). O meu pai acompanhou-me (sempre disse que um dia havia de ser meu motorista...lol). Fomos almoçar a um dos quartéis onde o meu pai trabalhou (o IH - Instituto Hidrográfico). Foi bom recordar aqueles tempos em que ia lá passar o dia, via aquela azáfama toda da Direcção de Transportes que o meu pai na altura chefiava. Lembrei-me das brincadeiras que sempre faziam aos comandantes (como pôr pedras nas malas enquanto iam buscar as chaves do carro que iam levar). Lembrei-me do dia em que o meu irmão André começou a andar sozinho de bicicleta (sem rodinhas). Lembrei-me do colega do meu pai que nos dava sempre gelados (os rajás, como ele chamava) naqueles dias quentes de Julho em que já estávamos de férias.
Impressionante a quantidade de pessoas que falaram ao meu pai. Um recordava especialmente agradecido, por aquela vez em que o meu pai o "desenrascou". Uma pessoa simples, que embora trabalhe numa unidade militar, é civil e se lembrava daquele dia em que precisava de um carro para ir ajudar a mulher que tinha ido parar ao hospital...uma história que não percebi bem, mas que o marcou profundamente. "Este é um homem bom", dizia ele do meu pai. Realmente, sempre o conheci assim, disposto a ajudar todos quanto pudesse.
Ainda hoje é assim. Já na reserva e parece que ainda está mais ocupado do que quando estava no activo. Um dia vai conduzir o autocarro da junta de freguesia para levar os idosos da Sta Casa a passear, ou as crianças até à praia. Outro dia passa por outro quartel qualquer onde esteve para ir buscar roupa dada para levar à ABLA.
Enfim, orgulho-me muito do meu pai, e deixo-lhe aqui esta homenagem (embora ele não leia isto, porque não anda nestas coisas da net...navegar só nos navios da Marinha, e já lá vão uns aninhos).
Ah, também fomos ao Hospital Militar (levar uns calendários e umas canetas que uma senhora lhe tinha pedido ha um tempo...Sara, vês de onde vem esta minha veia??!). O Hospital onde nasci. Gostava de ter tirado uma foto, mas a máquina estava em casa.
Fui à FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) entregar o contrato da bolsa (em vigor desde Sábado passado). O meu pai acompanhou-me (sempre disse que um dia havia de ser meu motorista...lol). Fomos almoçar a um dos quartéis onde o meu pai trabalhou (o IH - Instituto Hidrográfico). Foi bom recordar aqueles tempos em que ia lá passar o dia, via aquela azáfama toda da Direcção de Transportes que o meu pai na altura chefiava. Lembrei-me das brincadeiras que sempre faziam aos comandantes (como pôr pedras nas malas enquanto iam buscar as chaves do carro que iam levar). Lembrei-me do dia em que o meu irmão André começou a andar sozinho de bicicleta (sem rodinhas). Lembrei-me do colega do meu pai que nos dava sempre gelados (os rajás, como ele chamava) naqueles dias quentes de Julho em que já estávamos de férias.
Impressionante a quantidade de pessoas que falaram ao meu pai. Um recordava especialmente agradecido, por aquela vez em que o meu pai o "desenrascou". Uma pessoa simples, que embora trabalhe numa unidade militar, é civil e se lembrava daquele dia em que precisava de um carro para ir ajudar a mulher que tinha ido parar ao hospital...uma história que não percebi bem, mas que o marcou profundamente. "Este é um homem bom", dizia ele do meu pai. Realmente, sempre o conheci assim, disposto a ajudar todos quanto pudesse.
Ainda hoje é assim. Já na reserva e parece que ainda está mais ocupado do que quando estava no activo. Um dia vai conduzir o autocarro da junta de freguesia para levar os idosos da Sta Casa a passear, ou as crianças até à praia. Outro dia passa por outro quartel qualquer onde esteve para ir buscar roupa dada para levar à ABLA.
Enfim, orgulho-me muito do meu pai, e deixo-lhe aqui esta homenagem (embora ele não leia isto, porque não anda nestas coisas da net...navegar só nos navios da Marinha, e já lá vão uns aninhos).
Ah, também fomos ao Hospital Militar (levar uns calendários e umas canetas que uma senhora lhe tinha pedido ha um tempo...Sara, vês de onde vem esta minha veia??!). O Hospital onde nasci. Gostava de ter tirado uma foto, mas a máquina estava em casa.
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Marta
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segunda-feira, março 03, 2008
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sábado, março 01, 2008
Uma outra colega fez-me um postal com cópias de um livro de Max Lucado e leu-me este trecho, adaptando a palavra igreja a ABLA ou instituição:
"Toda a igreja precisa de uma Marta. Vamos mudar. Toda igreja precisa de uma centena de Martas. Mangas arregaçadas, prontas regem os passos da igreja. Por causa das Martas, as finanças da igreja se mantêm equilibradas, os bebés da igreja vão sendo construídos. Tu não aprecias a Marta até que falte uma, aí todas as Marias e os Lázaros ficam vasculhando por aí, procurando chaves, interruptores, retroprojector. Na igreja as Martas são os coelhinhos das pilhas Energizer. Elas vão indo, indo, indo. Elas guardam força como os camelos guardam água. Uma vez que não procuram a fama, não vivem do aplauso. Issão não quer dizer que não precisam disso. SIgnifica, simplesmente, que não são viciadas em aplausos. As Martas têm uma missão. Aiás, se Marta tem uma fraqueza, é a tendência de elevar a missão acima do Mestre." (Max Lucado)
E tantas vezes me sinto assim...
"Toda a igreja precisa de uma Marta. Vamos mudar. Toda igreja precisa de uma centena de Martas. Mangas arregaçadas, prontas regem os passos da igreja. Por causa das Martas, as finanças da igreja se mantêm equilibradas, os bebés da igreja vão sendo construídos. Tu não aprecias a Marta até que falte uma, aí todas as Marias e os Lázaros ficam vasculhando por aí, procurando chaves, interruptores, retroprojector. Na igreja as Martas são os coelhinhos das pilhas Energizer. Elas vão indo, indo, indo. Elas guardam força como os camelos guardam água. Uma vez que não procuram a fama, não vivem do aplauso. Issão não quer dizer que não precisam disso. SIgnifica, simplesmente, que não são viciadas em aplausos. As Martas têm uma missão. Aiás, se Marta tem uma fraqueza, é a tendência de elevar a missão acima do Mestre." (Max Lucado)
E tantas vezes me sinto assim...
Último dia de trabalho, um misto de emoções, tristeza e nostalgia, alegria e expectativa. Uma festa de despedida inesperada, uma prenda que era mesmo o que eu queria. O carinho, os conselhos e as palavras queridas dos colegas...mais que isso, AMIGOS! Um postal com mensagens de TODOS (50) os colegas, todas me marcaram muito, mas estas:
"Martocas,
Obrigada pela maneira linda como te entregaste em cada dia, a cada um de nós, aos outros, a esta casa e a Deus. Continua assim com todos aqueles que em cada dia, no futuro, se cruzem contigo!!! Sê uma benção! (porque tu és uma bênção...)!" (S)
"Foi uma honra para mim ter alguém como tu a trabalhar comigo, num ministério tão esquecido como o que tu demonstraste nestes anos na ABLA: o da disponibilidade." (V)
"Martocas,
Obrigada pela maneira linda como te entregaste em cada dia, a cada um de nós, aos outros, a esta casa e a Deus. Continua assim com todos aqueles que em cada dia, no futuro, se cruzem contigo!!! Sê uma benção! (porque tu és uma bênção...)!" (S)
"Foi uma honra para mim ter alguém como tu a trabalhar comigo, num ministério tão esquecido como o que tu demonstraste nestes anos na ABLA: o da disponibilidade." (V)
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