domingo, novembro 16, 2008

Ter alguém doente em casa dá mesmo muito trabalho. É visitas constantemente, é telefonemas a toda a hora... se ter alguem doente é assim, então ter um bebé deve ser... nem imagino. A sogra a telefonar, a mãe preocupada, não sei quem a querer vir ver...

É bom saber que os outros se preocupam, e ter a ajuda deles, mas eu sou mesmo como a minha mãe: estar no meu cantinho, no sossego e paz do nosso lar.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Ver alguém que amamos numa cama de hospital (mesmo sabendo que está tudo a correr bem)traz-nos sempre alguma inquietação e ansiedade. Foram assim estes dias, desde 3ª feira quando deixei o Ricky na Clínica de Sto António para ser operado ao nariz. A operação ontem correu bem, estava um pouco azambuado da anestesia mas está a recuperar. Hoje voltou a casa e tão bem que sabe estar em casa. Comeu, descansou e tem estado aqui no sofá a respirar mais pela boca que pelo nariz.
Ontem à noite estive até às 22h na clínica, hoje passei lá a manhã e graças a Deus e a um amigo nosso de longa data, o Agostinho (alguns lembram-se dele, de certeza), que lá trabalha, o tempo passou mais rápido. Sempre preocupado com o seu amigo, apresentava-o a todos os colegas sempre com aquela sua boa disposição.

Graças a Deus está tudo a correr bem e assim vai continuar.

Obrigada a todos os amigos e familiares que têm telefonado e mandado sms.

Muito obrigada pela vossa força e pelas vossas orações!

sábado, novembro 08, 2008

A propósito do presidente de uma das maiores potências do mundo ser mulato, lembrei-me de algo que digo com frequência: a próxima geração vai ser uma geração de mulatos. Tomo como exemplo alguns casais amigos, eu própria e outros conhecidos: a S. e o N., o C. e a S., a M. e o N., a I. e o O., a R. e o M., a C. e o V. etc, etc... a mistura é tão gira. Acho mesmo piada e sinceramente tenho muita curiosidade por saber como será um filho (a) nosso (a).
Pais e mães de meninas pequenas, não se admirem se daqui a uns (bons) anos a vossa filha disser que namora com um mulato/ black... é que HÁ QUE DAR COR À VIDA!!!

sexta-feira, novembro 07, 2008

1º dia de aulas

Sabem aquele nervoso miudinho, um friozinho na barriga que alguns de nós sentíamos no 1º dia de aulas? é assim que me sinto... sei que é parvoíce, mas pronto. Há 10 anos que entrei para a universidade, e hoje que vou começar uma pós-graduação (na universidade de onde saí no fim da licenciatura há 6 anos), sinto-me assim...

quinta-feira, novembro 06, 2008

Lisboa

É interessante que estando muito tempo ausente de algumas ruas, caminhos, paisagens, nos esquecemos um pouco como são. Quando estive na Suécia, não foram poucos os estrangeiros na conferência que expressaram o encanto que tinham por Lisboa, especialmente as ruelas do Bairro Alto e de outras zonas típicas da cidade. Para nós que somos de cá, é tudo tão norma, que nem nos lembramos quão bonitas são realmente.
Hoje tive um seminário em Lisboa, na Praça da Estrela. Fui de metro até ao Cais do Sodré e estive a fazer tempo no jardim da Praça da Ribeira. Com calma, tudo parece diferente. Fui à FCT entregar uns papéis, e subi a calçada da Estrela. À hora de almoço aproveitei para passear um pouco pela zona da Lapa (passei junto ao hospital militar, onde nasci) e redescobri uma Lisboa bonita. De ruas estreitas, de carris de eléctrico pelos caminhos entrecruzados por carros (a serem bloqueados pela polícia... esta é a parte menos "romântica", mas é a vida), de lojas pequeninas, com roupa original e vanguardista a contrastar com as casas típicas, de tascas antigas com paredes de azulejos brilhantes e chão escuro.

A nossa Lisboa é bonita.
Não sei porquê mas quando penso em filhos, penso sempre num adoptado. Gostava mesmo muito de adoptar uma criança e além disso acho que chega a ser um dever como cidadã. Depois de alguns anos a estudar questões ligadas à infância, das crianças em perigo, das vítimas de maus tratos, de crianças institucionalizadas, penso que mais do que estudar porquê destas situações, e de tentar dar recomendações para mudar o sistema, deveria fazer algo prático. Isso poderia passar pela adopção. Sei que só o poderia fazer por uma criança, mas pelo menos aquela eu poderia ajudar a crescer e a dar-lhe oportunidades semelhantes às que os meus pais me deram. Infelizmente quando falei nisso ao Ricky, ele recusou, por achar que não seria capaz de amar da mesma maneira. Talvez tenha razão, mas ainda assim acho que é possível amar do mesmo modo os filhos biológicos e os filhos do coração... digo eu, mas como nao sou mãe não sei se será mesmo assim.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Martin Luther King dá voltas no caixão... o sonho que tinha, finalmente cumpriu-se!