Apesar de não ter filhos, concorri a este passatempo e ganhei um livro do Brazelton sobre a Agressividade na criança, muito adequado à minha pesquisa. Eles lá acharam piada a uma história antiga do meu irmão mais novo quando tinha cerca de 4 anitos.
Sempre que ganhamos alguma coisa, ficamos contentes, não?
http://livros-gravidez.blogspot.com/
domingo, maio 10, 2009
terça-feira, maio 05, 2009
segunda-feira, maio 04, 2009
Não compro mais bolachas Belgas
As únicas bolachas de marca que comprava eram as Belgas, mas acabou-se. Já não é a 1ª vez que encontramos um pacote de belgas tradicionais só com 3 bolachas... da 1ª vez passa, da 2ª pensamos que devemos ter visto mal, da 3ª chega. Hoje no supermercado peguei num pacote e vi se havia um número verde...e havia mesmo. Liguei para a Triunfo e perguntei se agora os pacotes das belgas tradicionais só traziam 3 cada um.
"Não temos informação nenhuma de que tenha sido alterado o número de bolachas por pacote".
Expliquei o que se tinha passado, ao que o senhor me responde:
"Talvez as bolachas tenham mais peso, por isso só vêm 3. Deve ter sido a máquina".
As máquinas são sempre os bodes expiatórios (é sempre um erro informático, é sempre a máquina).
"Pronto, mas vou deixar de comprar Belgas".
"Mas tem a embalagem com o código de barras?"
"Não, porque tiro os pacotes todos lá de dentro e é menos uma coisa que tenho cá em casa. Já está no ecoponto há algum tempo".
"Ah, se tivesse podíamos enviar o código de barras para a fábrica e dávamos-lhe uns vales de desconto".
Ok, ainda bem que avisam... dá-me vontade de ir comprar um pacote só para lhes enviar o código de barras.
Sabem sempre como nos hão-de tirar alguma coisa. Comigo estão feitos!
"Não temos informação nenhuma de que tenha sido alterado o número de bolachas por pacote".
Expliquei o que se tinha passado, ao que o senhor me responde:
"Talvez as bolachas tenham mais peso, por isso só vêm 3. Deve ter sido a máquina".
As máquinas são sempre os bodes expiatórios (é sempre um erro informático, é sempre a máquina).
"Pronto, mas vou deixar de comprar Belgas".
"Mas tem a embalagem com o código de barras?"
"Não, porque tiro os pacotes todos lá de dentro e é menos uma coisa que tenho cá em casa. Já está no ecoponto há algum tempo".
"Ah, se tivesse podíamos enviar o código de barras para a fábrica e dávamos-lhe uns vales de desconto".
Ok, ainda bem que avisam... dá-me vontade de ir comprar um pacote só para lhes enviar o código de barras.
Sabem sempre como nos hão-de tirar alguma coisa. Comigo estão feitos!
Publicada por
Marta
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segunda-feira, maio 04, 2009
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domingo, maio 03, 2009
O científico também pode ser emotivo
O painel que mais me comoveu (sim, nos congressos também nos emocionamos), foi: “Proteger a los mas vulnerables: los niños ablam”, 6ª feira às 12 horas. Uma professora com experiência de 33 anos, que ensina crianças hospitalizadas. Afinal a educação é um direito de todas as crianças, inclusivamente das que por alguma infelicidade estão internadas. Uma frase marcante: “a primeira vez que um menino “meu” morreu, o mundo parou para mim”.
Depois, uma educadora social, mãe de uma menina que mal nasceu, o médico disse-lhe que tinha uma doença congénita, degenerativa, pelo que viveria apenas 2 anos. Um testemunho que pôs toda a audiência a chorar (não fossemos a maioria mulheres) … impressionante. Uma força quase inexplicável! Depois de chorar muito, de passar 24 horas no hospital, percebeu, com a ajuda da tal professora e de uma vasta equipa de profissionais que por mais que chorasse a filha não ficaria melhor, por isso decidiu aproveitar todos os momentos. Incrível. Enquanto o pai e os avós ficavam com a outra filha, uns anos mais velha, a ser educada por telefone pela mãe, esta mulher vivia um dia de cada vez, vendo a morte de muitas crianças que estavam também hospitalizadas, mas sobretudo proporcionando à filha as mais variadas experiências de vida próprias da vida de uma criança. Enfim… poderia escrever muito mais, mas não quero pôr-vos a chorar, até porque esta mulher conseguiu dar a volta à situação de uma maneira extraordinária. Fez-nos ver que alguns dos nossos problemas não o são na realidade, são coisas que correm menos bem, e com as quais não contávamos, mas o que é pior do que ter um filho com uma doença deste tipo, sabendo que a qualquer momento pode morrer? Ela preparou o funeral ao pormenor, fazendo ver a todos que a morte de alguém que amamos não é o fim da vida e que apesar de ficar a saudade temos de continuar. Hoje ela trabalha com mães que passam pelo mesmo que ela passou. “Fomos mais felizes em 5 anos de vida da minha filha, do que muitas famílias são em toda uma vida”.
Uma grande lição de vida! Uma bofetada de luva branca!
Ainda uma técnica que trabalha numa casa de família, aquilo que em Portugal é um Centro de Acolhimento Temporário. Casas com 8 crianças no máximo, provenientes de agregados familiares desprotectores. Um menino de 8 anos a vomitar muito e que de repente expele uma cápsula de droga. Uma menina que aos 15 anos já tinha feito 5 abortos (servia frescos em casa enquanto convivia com autênticas orgias sexuais). Um menino de 7 anos que não falava porque depois da mãe (doente mental) o ter tido foi internada numa hospital psiquiátrico, e ele foi deixado numa oficina, sem contacto com ninguém, só iam lá alimentá-lo e dar-lhe coisas de madeira para fazer artefactos. Só sabia dizer: machado e filho da…
Infelizmente são “apenas” três casos dos muitos existentes por este mundo fora. Em Portugal temos 11000 crianças em instituições, retirados às famílias por estas e outras razões tão ou mais atrozes.
Uma coisa trouxe deste congresso: nem que salvemos uma ou duas crianças, vale a pena continuar a investigar, trabalhar e apoiar estas crianças e adolescentes que se vêem involuntariamente envolvidos em situações que nem um animal (irracional) deveria sofrer.
Pode ser só uma, mas para ela o mundo muda se conseguirmos proporcionar-lhe uma infância feliz e completa.
Depois, uma educadora social, mãe de uma menina que mal nasceu, o médico disse-lhe que tinha uma doença congénita, degenerativa, pelo que viveria apenas 2 anos. Um testemunho que pôs toda a audiência a chorar (não fossemos a maioria mulheres) … impressionante. Uma força quase inexplicável! Depois de chorar muito, de passar 24 horas no hospital, percebeu, com a ajuda da tal professora e de uma vasta equipa de profissionais que por mais que chorasse a filha não ficaria melhor, por isso decidiu aproveitar todos os momentos. Incrível. Enquanto o pai e os avós ficavam com a outra filha, uns anos mais velha, a ser educada por telefone pela mãe, esta mulher vivia um dia de cada vez, vendo a morte de muitas crianças que estavam também hospitalizadas, mas sobretudo proporcionando à filha as mais variadas experiências de vida próprias da vida de uma criança. Enfim… poderia escrever muito mais, mas não quero pôr-vos a chorar, até porque esta mulher conseguiu dar a volta à situação de uma maneira extraordinária. Fez-nos ver que alguns dos nossos problemas não o são na realidade, são coisas que correm menos bem, e com as quais não contávamos, mas o que é pior do que ter um filho com uma doença deste tipo, sabendo que a qualquer momento pode morrer? Ela preparou o funeral ao pormenor, fazendo ver a todos que a morte de alguém que amamos não é o fim da vida e que apesar de ficar a saudade temos de continuar. Hoje ela trabalha com mães que passam pelo mesmo que ela passou. “Fomos mais felizes em 5 anos de vida da minha filha, do que muitas famílias são em toda uma vida”.
Uma grande lição de vida! Uma bofetada de luva branca!
Ainda uma técnica que trabalha numa casa de família, aquilo que em Portugal é um Centro de Acolhimento Temporário. Casas com 8 crianças no máximo, provenientes de agregados familiares desprotectores. Um menino de 8 anos a vomitar muito e que de repente expele uma cápsula de droga. Uma menina que aos 15 anos já tinha feito 5 abortos (servia frescos em casa enquanto convivia com autênticas orgias sexuais). Um menino de 7 anos que não falava porque depois da mãe (doente mental) o ter tido foi internada numa hospital psiquiátrico, e ele foi deixado numa oficina, sem contacto com ninguém, só iam lá alimentá-lo e dar-lhe coisas de madeira para fazer artefactos. Só sabia dizer: machado e filho da…
Infelizmente são “apenas” três casos dos muitos existentes por este mundo fora. Em Portugal temos 11000 crianças em instituições, retirados às famílias por estas e outras razões tão ou mais atrozes.
Uma coisa trouxe deste congresso: nem que salvemos uma ou duas crianças, vale a pena continuar a investigar, trabalhar e apoiar estas crianças e adolescentes que se vêem involuntariamente envolvidos em situações que nem um animal (irracional) deveria sofrer.
Pode ser só uma, mas para ela o mundo muda se conseguirmos proporcionar-lhe uma infância feliz e completa.
Livros e mais livros...
Como lhe diz o marido de uma colega da CPCJ “andas sempre livros dos desgraçadinhos”. Deram-me um livro nos anos (a meu pedido) que trouxe comigo para o congresso (antecipando as longas horas em aeroportos e viagens) “Abandonada”. Não pensei que fosse tão forte. Depois de um congresso destes, ler isto é dose. Houve alturas em que ficava quase que agoniada com as descrições. Se se impressionam facilmente (pelas letras) não o leiam. Ao mesmo tempo fico contente por a mesma pessoa que me ofereceu este livro, me ter oferecido outro há uma semana e de eu já tê-lo emprestado a alguém que mo pediu para que os filhos nunca passem pelo que este livro conta. R. ainda bem que tens aprendido com ele. Espero tb poder vir a fazê-lo.
De regresso e com algumas coisas para contar
Isto de não ter internet quando se quer é mau... ou melhor, estou mal habituada. Assim fiquei estes dias sem dar notícias. Fui escrevendo para quando cá chegasse contar algumas coisas.
Foram uns dias interessantes! Vários factos curiosos:
- no aeroporto de Madrid (na ida) encontrei um bilhete para Bruxelas no chão.
-na sessão inaugural do congresso perguntaram-me se eu era dos media (estavam a distribuir um press release aos jornalistas que lá estavam).
- na rua uma carrinha de uma associação para crianças com paralisia cerebral parou para me pedir indicações. Ao mesmo tempo que eu dizia que não era de cá, a rapariga perguntou-me onde era o hotel Obradoiro. Ah, isso eu sabia, é o hotel onde estou (vinham para o congresso).
- Na Nazaré ouvimos constantemente a pergunta “quer quartos?”. Aqui em Santiago, oferecem-nos bocadinhos da tarte típica de cá para ver se provamos (e compramos, claro!).
- Durante as tardes, mesmo no feriado e no fim-de-semana, às 15h, via-se pouca gente nas principais ruas da parte histórica da cidade… será por ser a hora da siesta?
- O avião de Santiago para Madrid teve um furo (literalmente). O voo teve um atraso de 1h30 porque tiveram de mudar uma das rodas mais pequenas do trem de aterragem. Agora percebo por que razão o meu voo de Madrid para Lisboa foi alterado há 1 mês atrás das 20h30 para as 22h50. É que com a brincadeira do furo teria perdido o voo para Lisboa o que me obrigaria a ter de encontrar (ou a Ibéria por mim) para o regresso a Lisboa. Na altura não gostei da mudança porque implicava chegar mais tarde a casa, mas pronto como diz o povo: “Deus escreve direito por linhas tortas” ou a Bíblia há muito mais tempo: “Deus tem os seus desígnios” (não é exactamente assim, mas é este o sentido).
- no aeroporto de Madrid (de novo) no regresso encontrei uma menina perdida. Assim que saí do avião calculei que estivesse perdida mas estava tão entretida a brincar nas passadeiras rolantes que pensei que os pais a estivessem a vigiar ao longe. Sentei-me à espera do voo para Lisboa (daí a 2 horas e tal) e lá apareceu ela de novo a correr de um lado para o outro, mas agora literalmente perdida. Entretanto ouço alguém gritar um nome que não conseguia perceber… era a mãe. Chegou ao pé dela e deu-lhe duas valentes palmadas e ralhou em francês. Obviamente o choro foi mais que muito e o raspanete (que eu só percebi que o era pela severidade da voz) nunca mais acabava. O tempo todo que eu vi a miúda, que me sentei, que me tentei ligar à net umas 5 vezes, deu mais que tempo para a mãe a ter encontrado, não fosse ela a tê-la deixado sem vigilância. Não sou mãe, mas acho que há muitos pais que tb precisam de levar umas palmadas (ainda por cima agora bater no filhos é proibido).
- O que vale é que o aeroporto de Madrid (pelo menos na zona onde eu estava), tinha muito pouca gente, porque com os espirros seguidos que dei, a zona iria ficar rapidamente ainda mais vazia não fossem pensar que era a gripe A, ou suína, ou lá o que é (ainda vi 2 pessoas de mascara).
Foram uns dias interessantes! Vários factos curiosos:
- no aeroporto de Madrid (na ida) encontrei um bilhete para Bruxelas no chão.
-na sessão inaugural do congresso perguntaram-me se eu era dos media (estavam a distribuir um press release aos jornalistas que lá estavam).
- na rua uma carrinha de uma associação para crianças com paralisia cerebral parou para me pedir indicações. Ao mesmo tempo que eu dizia que não era de cá, a rapariga perguntou-me onde era o hotel Obradoiro. Ah, isso eu sabia, é o hotel onde estou (vinham para o congresso).
- Na Nazaré ouvimos constantemente a pergunta “quer quartos?”. Aqui em Santiago, oferecem-nos bocadinhos da tarte típica de cá para ver se provamos (e compramos, claro!).
- Durante as tardes, mesmo no feriado e no fim-de-semana, às 15h, via-se pouca gente nas principais ruas da parte histórica da cidade… será por ser a hora da siesta?
- O avião de Santiago para Madrid teve um furo (literalmente). O voo teve um atraso de 1h30 porque tiveram de mudar uma das rodas mais pequenas do trem de aterragem. Agora percebo por que razão o meu voo de Madrid para Lisboa foi alterado há 1 mês atrás das 20h30 para as 22h50. É que com a brincadeira do furo teria perdido o voo para Lisboa o que me obrigaria a ter de encontrar (ou a Ibéria por mim) para o regresso a Lisboa. Na altura não gostei da mudança porque implicava chegar mais tarde a casa, mas pronto como diz o povo: “Deus escreve direito por linhas tortas” ou a Bíblia há muito mais tempo: “Deus tem os seus desígnios” (não é exactamente assim, mas é este o sentido).
- no aeroporto de Madrid (de novo) no regresso encontrei uma menina perdida. Assim que saí do avião calculei que estivesse perdida mas estava tão entretida a brincar nas passadeiras rolantes que pensei que os pais a estivessem a vigiar ao longe. Sentei-me à espera do voo para Lisboa (daí a 2 horas e tal) e lá apareceu ela de novo a correr de um lado para o outro, mas agora literalmente perdida. Entretanto ouço alguém gritar um nome que não conseguia perceber… era a mãe. Chegou ao pé dela e deu-lhe duas valentes palmadas e ralhou em francês. Obviamente o choro foi mais que muito e o raspanete (que eu só percebi que o era pela severidade da voz) nunca mais acabava. O tempo todo que eu vi a miúda, que me sentei, que me tentei ligar à net umas 5 vezes, deu mais que tempo para a mãe a ter encontrado, não fosse ela a tê-la deixado sem vigilância. Não sou mãe, mas acho que há muitos pais que tb precisam de levar umas palmadas (ainda por cima agora bater no filhos é proibido).
- O que vale é que o aeroporto de Madrid (pelo menos na zona onde eu estava), tinha muito pouca gente, porque com os espirros seguidos que dei, a zona iria ficar rapidamente ainda mais vazia não fossem pensar que era a gripe A, ou suína, ou lá o que é (ainda vi 2 pessoas de mascara).
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