Pois é, anda tudo em pânico com a gripe A. Acho que não é caso para tanto.
Na penúltima semana de Outubro, uma colega da CPCJ disse-me para não me aproximar muito dela porque tinha estado com o sobrinho no dia anterior e ele estava com gripe A.
No Domingo, dia 1, estivemos na igreja com um menino que estava com febre, e durante a semana foi-lhe diagnosticada Gripe A. O menino só tem um pulmão e a própria médica disse que foi um milagre ele ter reagido tão bem e não ter complicações. Estivemos em contacto com ele, com os pais e com a irmã e não apanhámos.
No mesmo dia tivemos a festa de uma das nossas afilhadas. Como o pai de uns meninos, que eram convidados, estava doente com febre, fomos buscá-los a casa para poderem ir à festa. Era gripe A. Estive com a mulher dele, cumprimentámo-nos com dois beijinhos e não apanhei!
Hoje estávamos a chegar a casa de uns familiares, quando entretanto ficámos a saber que os filhos de uns amigos nossos estão com gripe A. "Por acaso" estivemos com eles no Domingo à noite e os miúdos estavam com febre, mas quando chegámos lá já estavam a dormir, por isso só os vimos mesmo deitadinhos.
Hoje quando contámos aos nossos familiares souberam disto, sentimos imediatamente um distanciamento medroso. Foi quase instantâneo... "podes estar no período de incubação". Até ouvi que disseram na TV que se uma grávida apanhasse gripe A, por não ter sido vacinada, não lhe pagam a baixa. Olha que pena, a segurança social também não ma paga mesmo.
Enfim... as pessoas ainda não perceberam que se não for Deus a proteger, por mais cuidados, prevenção e até vacinas que tomem, não adianta nada. Claro que nos prevenimos mas confiamos acima de tudo nEle para cuidar de nós os três cá em casa.
terça-feira, novembro 10, 2009
É bom ver que as coisas vão mudando, p'ra melhor, quando os cidadãos informam as autoridades e as entidades responsáveis do que está mal. Pelo menos ainda há quem nos vá ouvindo e até pareça preocupar-se com os eleitores.
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terça-feira, novembro 10, 2009
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Nunca tinha lavado roupas tão pequenas e na mesma altura roupas tão grandes. Fase da vida cheia de opostos.
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Marta
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terça-feira, novembro 10, 2009
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quinta-feira, novembro 05, 2009
Eco morfológica e consulta - 21 semanas + 4 dias
Hoje lá fomos à consulta e fazer a eco morfológica.
O peso está bom e a tensão baixinha, mas tudo bem.
Primeiras palavras da médica: "ah, temos mesmo aqui uma pilinha". Confirma-se mais uma vez: é o Isaac.
Viu e reviu, primeiro estava todo aberto, o descarado, depois enrolou-se e tapou a cara com as mãos. Ela bem tentou, carregou, mas ele nada. Não deixou ver a cara nem muito bem o coração (os grandes vasos cardíacos).
Resultado: nova eco dia 16 Novembro e ecocardiograma fetal dia 2 Dezembro.
Pesa 446 g; fémur e úmero compridos (se sair aos tios, estou feita).
O pior: teste de glicémia deu positivo (devia ser inferior 140, e eu tinha 163). Amanhã vou fazer o PTGO (Prova de tolerância à glicose oral), tendo de estar pelo menos 3 horas no hospital. O MP 3 e uns livros ajudarão a passar o tempo. Nova consulta na próxima semana.
O peso está bom e a tensão baixinha, mas tudo bem.
Primeiras palavras da médica: "ah, temos mesmo aqui uma pilinha". Confirma-se mais uma vez: é o Isaac.
Viu e reviu, primeiro estava todo aberto, o descarado, depois enrolou-se e tapou a cara com as mãos. Ela bem tentou, carregou, mas ele nada. Não deixou ver a cara nem muito bem o coração (os grandes vasos cardíacos).
Resultado: nova eco dia 16 Novembro e ecocardiograma fetal dia 2 Dezembro.
Pesa 446 g; fémur e úmero compridos (se sair aos tios, estou feita).
O pior: teste de glicémia deu positivo (devia ser inferior 140, e eu tinha 163). Amanhã vou fazer o PTGO (Prova de tolerância à glicose oral), tendo de estar pelo menos 3 horas no hospital. O MP 3 e uns livros ajudarão a passar o tempo. Nova consulta na próxima semana.
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quinta-feira, novembro 05, 2009
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quarta-feira, novembro 04, 2009
Pensei que fosse só em Portugal
Acabei de ouvir a notícia de que as duas crianças, personagens principais do filme "Quem quer ser bilionário", podiam não vir a receber o dinheiro prometido pela produção do filme por faltarem demasiado às aulas, até aqui tudo bem. Depois ouço que a família da menina não aceitou nenhuma das casas que lhe foi apresentada pela produção e por isso continuam a viver no mesmo bairro (uma favela, é o que é). Além disso as famílias exigem mais dinheiro para além dos 80 € mensais para comprarem carros e casa com piscina.
Afinal não é só em Portugal que toda a gente, principalmente os que vêm de fora mas não só, pede subsídios para tudo e mais alguma coisa (até compram plasmas, DVDs, MP 4) e ainda refilam se não lhes é dada alguma coisa que pensam ter direito.
O ser humano é realmente insatisfeito por natureza, mas ser ingrato é das piores coisas que pode haver.
Afinal não é só em Portugal que toda a gente, principalmente os que vêm de fora mas não só, pede subsídios para tudo e mais alguma coisa (até compram plasmas, DVDs, MP 4) e ainda refilam se não lhes é dada alguma coisa que pensam ter direito.
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quarta-feira, novembro 04, 2009
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terça-feira, novembro 03, 2009
escravatura no século XXI
Proteger as crianças é uma tarefa que cabe a todos nós, começando, claro está, pelos pais. A comunidade deve proteger as suas crianças. Este é um tema que me é muito querido e é isto que ando a estudar há tanto tempo...
Hoje na reunião (semanal) da CPCJ foi apresentado um caso que me chocou, e a todas as técnicas... não que a maioria dos casos que ali apareçam não sejam chocantes, mas ainda acontecem coisas às crianças que nós ingenuamente pensávamos ser pouco prováveis em pleno século XXI.
Uma menina de 11 anos foi trazida de Angola, supostamente para estudar, e ao mesmo tempo para fazer companhia a uma senhora de 40 anos e à sua filha de 8. Aparentemente foi perfilhada por esta mulher (passou de senhora a mulher, e ainda vai piorar, já vão perceber porquê).
Na semana passada a menina deu entrada no hospital com múltiplas marcas físicas de agressões. Contou a história de que ia na rua e um grupo de rapazes a teria abordado para traficar droga e como ela não aceitou, eles tentaram violá-la e bateram-lhe. Entretanto a técnica de serviço social reparou numa marca no pescoço, que afinal era de uma ferro de engomar. A criança já não saiu do hospital e a situação foi sinalizada à CPCJ. As técnicas foram ao hospital falar com ela e perceberam o que se tinha passado.
A menina chegou em Março ainda ocm 10 anos, nunca foi à escola porque a mulher lhe dizia: "como tu te portas mal não vais à escola".
Dormia no chão, sem nada, mas quando via que o resto da família estava a dormir, puxava o tapete para não ter tanto frio. A mulher fechava-lhe a porta da casa-de-banho, ao ponto da menina uma vez ter feito xixi no elevador do prédio. Deixava comida a apodrecer e dava-lha depois... enfim, um rol de coisas que não têm classificação possível.
Até que ao fim destes 7 meses o senhorio começou a achar estranho a menina estar sempre a chorar e apanhou em flagrante a mulher a agredir a menina. Os vizinhos também estranhavam o facto da menina ir bater-lhes à porta a pedir comida.
Era tratada como um animal.
Como se não bastasse, esta besta (já passou de mulher a besta) obrigava a menina a fazer todas todas, mesmo todas, as tarefas de casa. Dizia-lhe: "lava esta louça toda e depois podes ir descansar" (a menina lavava até mais rapido porque queria ir descansar e quando acabava, dizia que ainda faltava mais isto ou aquilo).
Obrigava-a a passar a ferro montes de roupa e um dia disse-lhe: "amanhã quando acordar quero esta roupa toda passada". Como a menina não conseguiu passar tudo, de manhã foi acordá-la e queimou-a no pescoço.
Horrível, revoltante, não consigo encontrar palavras para classificar estas atrocidades a esta menina que quando saiu do seu país era para "ser feliz", conforme ela própria disse.
Desculpem contar tudo isto mas há coisas que precisam ser ditas. Não podemos ficar calados. É obrigação de todos nós denunciarmos situações de maus tratos (físicos ou psicológicos), trabalho infantil, abuso sexual, exposição a modelos de comportamento desviante (violência doméstica, alcoolismo, toxicodependência), à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da área de residência da criança.
Protejamos as nossas crianças porque um país que não protege as suas crianças, não assegura o seu futuro.
Este vídeo diz tanto em tão poucas palavras
http://www.youtube.com/watch?v=GK0R3lT6tzs
Hoje na reunião (semanal) da CPCJ foi apresentado um caso que me chocou, e a todas as técnicas... não que a maioria dos casos que ali apareçam não sejam chocantes, mas ainda acontecem coisas às crianças que nós ingenuamente pensávamos ser pouco prováveis em pleno século XXI.
Uma menina de 11 anos foi trazida de Angola, supostamente para estudar, e ao mesmo tempo para fazer companhia a uma senhora de 40 anos e à sua filha de 8. Aparentemente foi perfilhada por esta mulher (passou de senhora a mulher, e ainda vai piorar, já vão perceber porquê).
Na semana passada a menina deu entrada no hospital com múltiplas marcas físicas de agressões. Contou a história de que ia na rua e um grupo de rapazes a teria abordado para traficar droga e como ela não aceitou, eles tentaram violá-la e bateram-lhe. Entretanto a técnica de serviço social reparou numa marca no pescoço, que afinal era de uma ferro de engomar. A criança já não saiu do hospital e a situação foi sinalizada à CPCJ. As técnicas foram ao hospital falar com ela e perceberam o que se tinha passado.
A menina chegou em Março ainda ocm 10 anos, nunca foi à escola porque a mulher lhe dizia: "como tu te portas mal não vais à escola".
Dormia no chão, sem nada, mas quando via que o resto da família estava a dormir, puxava o tapete para não ter tanto frio. A mulher fechava-lhe a porta da casa-de-banho, ao ponto da menina uma vez ter feito xixi no elevador do prédio. Deixava comida a apodrecer e dava-lha depois... enfim, um rol de coisas que não têm classificação possível.
Até que ao fim destes 7 meses o senhorio começou a achar estranho a menina estar sempre a chorar e apanhou em flagrante a mulher a agredir a menina. Os vizinhos também estranhavam o facto da menina ir bater-lhes à porta a pedir comida.
Era tratada como um animal.
Como se não bastasse, esta besta (já passou de mulher a besta) obrigava a menina a fazer todas todas, mesmo todas, as tarefas de casa. Dizia-lhe: "lava esta louça toda e depois podes ir descansar" (a menina lavava até mais rapido porque queria ir descansar e quando acabava, dizia que ainda faltava mais isto ou aquilo).
Obrigava-a a passar a ferro montes de roupa e um dia disse-lhe: "amanhã quando acordar quero esta roupa toda passada". Como a menina não conseguiu passar tudo, de manhã foi acordá-la e queimou-a no pescoço.
Horrível, revoltante, não consigo encontrar palavras para classificar estas atrocidades a esta menina que quando saiu do seu país era para "ser feliz", conforme ela própria disse.
Desculpem contar tudo isto mas há coisas que precisam ser ditas. Não podemos ficar calados. É obrigação de todos nós denunciarmos situações de maus tratos (físicos ou psicológicos), trabalho infantil, abuso sexual, exposição a modelos de comportamento desviante (violência doméstica, alcoolismo, toxicodependência), à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da área de residência da criança.
Protejamos as nossas crianças porque um país que não protege as suas crianças, não assegura o seu futuro.
Este vídeo diz tanto em tão poucas palavras
http://www.youtube.com/watch?v=GK0R3lT6tzs
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segunda-feira, novembro 02, 2009
Acordei feliz pelo fim-de-semana que passou, mas ao abrir o blog de uma amiga fui surpreendida por uma notícia triste. Chorei, chorei a tentar compreender a dor. Não sabia o que pensar, o que lhe dizer... mas sei que Deus os consolará e sim, lá no céu terão uma família ainda maior e ainda mais bonita que cá na terra. Amigos, oramos por vocês! Só Ele sabe o porquê.
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segunda-feira, novembro 02, 2009
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