segunda-feira, março 05, 2012

7: número perfeito!


Hoje celebramos 7 anos do nosso casamento. Uma data que nos traz muitas memórias divertidas daquele dia mas sobretudo que nos lembra da graça de Deus sobre as nossas vidas, logo, do nosso casamento! No namoro as coisas nem sempre correram bem, mudámos muito, Deus partiu muita pedra como se costuma dizer (e ainda tem muita para partir), já não somos diamantes em bruto mas ainda temos muito por lapidar. Agradecemos-lhe pelo amor que colocou em nós e pelo compromisso que assumimos há 7 anos atrás. Hoje estamos mais ricos, e esperamos nos próximos ficar ainda mais (se Deus nos conceder esse privilégio).
Há um ano atrás foi a vez do meu mano do meio, e agora eles também vão ficar mais ricos (em Agosto vou ser tia de sangue... do coração já sou de vários sobrinhos (as)).
Deus nos continue a moldar, aperfeiçoar para sermos melhor um para o outro e seguirmos o modelo de família que Deus quer!

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Almeida de nome e não só...





Quem me conhece bem sabe que tenho uma tendência para encontrar coisas boas no lixo, que é como quem diz ao lado dos contentores, ou no el contentor como diz uma amiga. Isto dito assim soa um pouco mal mas a verdade é que os meus olhos caem sempre em coisas mesmo boas, por vezes até novas, que alguém deixa ao lado dos contentores com certeza para alguém (como eu) aproveitar. Sei que algumas pessoas acham isto horrível, se calhar até nojento, mas isso é o que menos me importa. Costumo dizer: "Se estivesse uma nota de 100€ ao lado do contentor não apanhavam?" Algumas destas coisas custam isso novas. Graças aos meus achados casuais e espectaculares, o Isaac tem dois brinquedos que de outra maneira não teria porque acho um exagero dar os tais 100€ por cada um (é o preço nas lojas). Já encontrei triciclos, tabelas de basquete para crianças, motas, ovos para carrinhos de bebé, roupa nova com etiqueta, mesas para crianças, cadeiras alta de comida, aranhas para bebés, alcofas, cadeiras pequenas, cozinhas de brincar... não tenho culpa né? Acho que saio muito ao meu pai, porque ele sempre foi assim, e apesar de guardar coisas que eu provavelmente no guardaria porque não acho necessárias (como tábuas para fazer prateleiras), ganhei este hábito (sim, já se tornou num) com ele. Interessante é o facto de muitas vezes encontrar coisas em sítios por onde raramente passo, e logo no dia em que lá passei estava à minha espera. E mais engraçado ainda é alguém perguntar-me se por acaso tenho ou sei se alguém que tenha para emprestar determinada coisa (normalmente para criança) e na semana seguinte eu encontrar precisamente isso que a pessoa precisaca.
Sei que tenho amigos que pensam como eu, se está bom porque não trazer e ficar com isso se precisamos ou dar a alguém que precisa? Há que reutilizar aquilo que outros deitam fora por não saberem a quem dar ou porque nem sequer pensam nisso, deitam fora e pronto! Fico mesmo feliz quando alguém usa algo que encontrei e lhe dá tanto valor... e pensar que aquilo iria parar ao camião de recolha de lixo "arrepia". O mais engraçado é que não moramos numa zona considerada rica, mas aqui toda a gente deita coisas muito boas fora, é de mais! Já tenho amigos que me perguntam onde é que é o meu lixo, que têm que cá vir (lol). Pelos vistos não sou só Almeida de nome... ehehe

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Ontem cheguei a casa (sim, porque trabalhei fora de casa - coisa rara) muito cansada mas feliz. Satisfeita comigo própria, muito grata a Deus e com a certeza (uma vez mais confirmada) de que quando nos esforçamos, trabalhamos arduamente, somos recompensados. Foi o dia de discutir o meu texto (que é como quem diz uma parte da minha tese de doutoramento) entre os meus colegas e a minha orientadora. Soube tão bem ouvir: "Vê-se que está aqui muito trabalho, e muita leitura... em 30 páginas tem imensas referências bibliográficas. Isto é um avanço significativo!" Deus sabe o que me tenho esforçado, e o trabalho que isto tem dado (o facto de não ser originalmente de sociologia complica a questão - acho que já tinha dito isto anteriormente). Os colegas gostaram, fizeram algumas críticas, comentários, sugestões, que vão com certeza enriquecer o texto, e por consequência a tese.
Agora é continuar a reescrever, aperfeiçoar, apagar, pensar, inspirar... e até Agosto entregar!

sábado, janeiro 21, 2012

Ontem jantámos com amigos que têm uma família numerosa. Para quem veio de uma (como é o meu caso) é bastante normal ter uma casa movimentada, cheia de vida, crianças a falarem alto... mas quem é filho único isso é estranho. Felizmente (e Deus sabe sempre o que faz) o meu marido, apesar de não ter imãos, cresceu com um primo pouco mais velho e, por ser uma família com raízes africanas, sempre se habituou a ter sempre gente em casa. Considerando que desejamos ter pelo menos 3 filhos, a parte do ter muita gente, barulho, movimento, está ultrapassada. Mas o que é difícil mesmo é a educação, ter coerência, paciência, sabedoria para educar os filhos, no caminho de Deus, sem perder as estribeiras... desafio constante calculo! Admiro muito os nossos (vários) amigos que têm 3 ou mais filhos (também admiro os outros, mas é diferente). Peço a Deus por eles e que me dê a graça de lá chegar. Como escrevi noutro dia no facebook, se quero ter uma família numerosa, tenho tanto que aprender (oh, se tenho).

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Perdi o rasto ao tempo...

Há algum (posso considerar muito se suposermos que um blog deve ter actualização diária) tempo que não escrevia... nos últimos meses tenho escrito tanto (profissionalmente) que tudo o mais que implique as letras vai ficando de parte.
Posso aproveitar para vos desejar bom ano (apesar de já irmos quase a meio de Janeiro)?? BOM 2012 com muita criatividade, esperança, sonhos, desafios e objectivos alcançados.
Bem, posso resumir 2011 como o ano em que acordei mais vezes a meio das noites (não acham que é uma boa referência?) Sim, o Isaac ainda vai acordando de vez em quando. Mamou até aos 18 meses e meio e deixei exactamente por ele acordar a meio da noite (às vezes mais do que uma vez), e apesar de ter melhorado substancialmente, não ficou perfeito (mas também ninguém disse que a maternidade seria perfeita!) Mas fora isso ele é um miúdo que pouco trabalho dá (e se desse muito não me podia queixar, afinal o que é ter filhos? Não é ter trabalho o resto da vida?): come bem, é saudável, é obediente (até certo ponto, que aqui ainda temos muito a aprender e a trabalhar claro), é simpático, divertido, muito conversador (a quem é que ele sairá?) e gozão (isto também não faço ideia de onde vem).
Bem, mas não restringindo 2011 apenas ao Isaac. Foi um ano pouco produtivo a nível profissional. Embora tenha avançado (quase terminado se não tivesse dois pais sempre a fugir aos meus telefonemas) com as entrevistas, a parte teórica ficou aquém do esperado. Não é arranjar desculpas mas a verdade é que acordar 2 ou 3 vezes durante a noite não é a melhor receita para os neurónios funcionarem a 1000 à hora durante o dia, e em parte acho que foi o que aconteceu. Fui duas vezes ao Porto (onde amigos queridos me receberam como família, e que saudades) apresentar comunicações sobre o meu trabalho e a Genebra (cidade que apesar de me ter encantado, me desiludiu muito pelo factor humano. Hospitalidade e simpatia foi coisa que não sentimos). Ainda dei uma aula na Escola Superior de Educação de Lisboa que simplesmente adorei (a aula, não a escola). Fui falar de algo que me é muito querido (a minha pesquisa e os temas que a envolvem, crianças em risco, infância, comissões de protecção...) e deve ter sido por isso que gostei tanto. Acho que foi mesmo A EXPERIÊNCIA do ano!
Na igreja as coisas têm corrido bem, apesar das dificuldades próprias de uma comunidade que está no seu início (e quem disse que cuidar de pessoas era fácil?), mas com muitos frutos a crescerem e amadurecerem. Temos visto mudanças nas pessoas, arrependimento, conversão e motivação para levar isso a outros. Também avançámos mais um pouco na acção social e em Dezembro organizámos a primeira distribuição gratuita de roupa em Belas. 14 pessoas passaram por ali naquele Sábado levando o que precisavam (e algo mais). Como sabem esta é uma área que me apaixona, por isso foram momentos que vivi com grande expectativa e alegria.
Na família, também algumas lutas, confrontos, entendimentos, consensos... já ouvi várias vezes que quando casamos, casamos também com a família daquela pessoa e nos últimos tempos isso tem-se confirmado ainda mais. Mas com calma, oração e longanimidade vamos lá.
A nível pessoal continuo a questionar-me como mulher, mãe, profissional... todos os dias tenho desafios que me fazem pensar que tenho de mudar aqui e ali (e se há para mudar).
2012 já cá está e este é o ano em que vou acabar a tese de doutoramento. Um dos anos mais produtivos da minha vida quem sabe...em que eu (nós) gostávamos que incluísse mais um filho mas pensar no emprego que tenho de começar depois da tese, leva-me a hesitar. "Não confias o suficiente em Deus" podem dizer alguns, e é verdade! Admito que racionalizo demais e me entrego de menos. Mais uma coisa que tenho de mudar (e que mudança isto implica).

terça-feira, setembro 06, 2011

18 meses

Depois das 5 semanas passadas juntas foi altura de retomar a rotina cá em casa. Está a custar um bocadinho (a uns mais que a outros) mas tem de ser. Afinal o que é do ser humano sem rotinas?
O Isaac voltou na 6ª feira para o infantário e logo no primeiro dia teve febre. Continuou pelo fim-de-semana e ontem desapareceu. Pensámos que era dos dentes (em Agosto também esteve exactamente assim e nas urgências a médica viu-o e estava óptimo - até análises fez e nada). Hoje tivemos consulta dos 18 meses e o pediatra encontrou umas borbulhinhas... chegou à conclusão que é um vírus. 3 dias de febre e erupção cutânea = vírus. Não apanhou no infantário porque o período de incubação foi anterior e assim também não contagiou ninguém.
De resto está óptimo, na fase das birras e da ansiedade da separação da mamã. Vou deixar de amamentar porque ele continua a acordar de noite só para mamar (não por fome mas por vício e mais do que uma vez) e estas noites estão a dar cabo de nós. Subiu novamente de percentil na altura (muito perto do 90) e continua entre o 10 e o 25 de peso e com um pé grande (já vai no 21,5). Se Deus quiser só lá voltamos em Fevereiro para a consulta dos 24 meses mas o pediatra diz que como vem aí o Inverno e ele está no infectário talvez nos encontremos antes (oro para que não)!
Continua bem disposto, simpático mas por vezes com alguma vergonha quando se metem com ele. Muito independente nas brincadeiras, gosta muito de "ler" e de motas (porque será?) e delira quando vê bebés.
Nos próximos 4 dias estará sem mim (vou para uma conferência) mas sei que vai tudo correr bem (e assim se fará o desmame).

sábado, agosto 13, 2011

Férias

Depois de 15 dias na Ilha Terceira com amigos queridos, posso afirmar mais uma vez que Deus é fiel e nos ensina diariamente a sermos mais parecidos com Ele. Uma família de 5 membros que recebe duas famílias num total de 8 pessoas na sua casa por 15 dias só pode ser corajosa... sei que nem todas as pessoas seriam capazes de fazer o mesmo (falo por mim). Foi um tempo fantástico, com passeios, muita praia, água quase tropical, excelente gastronomia, conversas de rir e outras mais sérias e de fazer pensar... enfim, tudo o que se pode querer numas férias.

Agora rumámos ao Minho, sempre com amigos queridos, e estamos a conhecer mais das maravilhas que temos cá dentro neste rectângulo à beira-mar plantado. No final da próxima semana descemos até Tondela onde ficamos poucos dias, e entretanto temos um casamento, e mais uns dias no Juncal. Depois seguimos para casa onde acabamos as férias com uma festa de aniversário e baptismos na igreja. Um Verão inesquecível para nos prepararmos para o ano lectivo que se vislumbra muito trabalhoso.