quinta-feira, maio 27, 2010

quarta-feira, maio 26, 2010

3 meses

Sim, já passaram 3 meses desde que Deus nos pôs nas mãos, e no colo, o nosso príncipe. Levei-o à farmácia para o pesar e já está nos cinco e meio (não hei-de ter dores nas costas). Muito risonho, simpático para toda a gente, bem-disposto, dorminhoco (já chega às 10horas por noite). Gosta muito de ver os bonecos pendurados ("fala" com eles e tudo), adora chucha (as únicas vezes que acorda de noite é quando a perde) e gosta muuuuiiiitttttoooo de conversa. Come muito bem (deixou o suplemento dia 14 de Abril por vontade própria) e a partir de hoje vai passar a ter alguns "manos de leite".
Vieram entregar hoje mesmo a bomba eléctrica e um saco cheio de biberons para eu doar leite humano. É um privilégio poder dar a bebés que nascem prematuramente um pouco de nós. Não sei quem serão mas Deus sabe e se até aqui tinha cuidado com o que comia e o que tomava, então a partir de agora os cuidados são ainda maiores já que os prematuros são super frágeis. Espero poder dar durante muito tempo. Não é só o sangue que pode salvar vidas, o leite humano também!
Mamãs recentes pensem nisso. Mais informação aqui e aqui.

terça-feira, maio 11, 2010

Mais um bebé de 2010

Hoje foi a vez do Caleb vir conhecer o mundo cá fora! Parabéns R. e T. (e M., M. e J.). Durante estes meses entregámo-vos várias vezes em oração (como muitos outros o fizeram) e Deus protegeu-vos! Ele é bom (como vocês disseram na mensagem da chegada deste bebé). Que o Seu nome seja exaltado através da tua vida Caleb! Embora não sejamos familiares de sangue, sentimo-vos como família do coração e partilhamos esta alegria profunda!

terça-feira, maio 04, 2010

Hoje voltei à minha obstetra. Nunca pensei que a reacção dela ao ver o Isaac fosse tão efusiva. Tirou-o do carrinho, passeou com ele de um lado para o outro no consultório a falar com ele. Ele super feliz, ria-se, respondia e ela estava completamente abismada como ele palrava e parecia que queria comunicar (e queria mesmo). Pediu-me novamente mil desculpas por não ter estado no meu parto (ela estava de baixa com dois dedos completamente imóveis), mas há coisas que não podemos controlar, por isso disse-lhe isso mesmo. Garanti-lhe que todos me trataram muito bem durante a minha estadia no Amadora-Sintra e que gostei muito do serviço. Agora à noite fui beber um leite com cevada e lembrei-me novamente desses dias... vai parecer-vos estranho mas foram dias bons. As companheiras do quarto com quem ia falando (conversas bem interessantes), as enfermeiras quando vinham à meia-noite por-me a fazer o CTG para ouvir novamente o coração do Isaac que afinal estava quase a nascer. As auxiliares que nos vinham perguntar o que queríamos para o almoço e jantar do dia seguinte, apresentando-nos dois pratos de peixe e carne e várias sobremesas (às vezes tinha de pedir para repetirem porque me perdia em tanta variedade). A visita aos quartos de outras "colegas" que entretanto tinham tido bebé e que conheceramos no refeitório naquele mesmo piso. As piadas que íamos dizendo para espairecer.
Depois do Isaac nascer lembro-me de me irem a empurrar a cama pela enfermaria de obstetrícia e de me ver entrar no melhor quarto que ali havia e de agradecer a Deus por tudo ter corrido tão bem.
Nos dias a seguir ao nascimento do Isaac lembro-me bem dos enfermeiros entrarem no quarto perto da meia-noite mas agora para fazer o teste da glicémia ao bebé. A auxiliar que me ajudou a tomar banho quando vim do recobro (6 horas depois do parto). As auxiliares que vinham limpar o quarto depois do pequeno-almoço (e algumas eram tão simpáticas). A enfermeira S., amiga da nossa amiga R. que trabalha lá no hospital e lhe mandou uma sms a dizer que eu estava naquele serviço, que ela tivesse uma especial atenção à cama 29 (a nossa). As idas diárias ao pediatra a empurrar-mos os berços pelo corredor como quem empurra o carrinho das compras (ríamo-nos sempre porque fazíamos esta comparação). O leitinho com "café" e as bolachas maria que nos traziam por volta das 22h quando tudo estava mais sossegado.
Enfim nunca pensei dizer isto, mas foram tempos bons!

domingo, maio 02, 2010

um país cheio de incoerências

Nas escolas públicas acabaram com o crucifixo pendurado na parede por ser um símbolo religioso, agora as escolas públicas fecham só porque vem cá o papa.
O país não tem dinheiro, a dívida externa é brutal e já se fala num país na falência, e emprestamos à Grécia 2 mil milhões de euros.
Digam-me onde está a coerência disto tudo? Enfim...